Sentire vs Sentir
Radio Beckwith evangelica

Sentire (italiano) vs Sentir (português)

Parece pouca a diferença que os separa, aparentemente. Mas sentire é utilizado nas mais diversas vertentes do sentir. Ao contrario de nós, é utilizado com mais frequência e, consequentemente, mais sentido. Apesar de humanos e iguais, consigo já perceber algumas diferenças, diferenças essas que não são necessariamente más, apenas diferentes. Posso arriscar dizer que por aqui se sente mais. Se dá mais, na medida em que o sentire é mais partilhado.

Sentir, em português, é um verbo utilizado com bastante moderação, porque acarreta um peso associado às emoções, que tantas vezes tememos usar (e sentir). Por aqui, principalmente porque estou integrada na Radio RBE, sentire é quase como sinónimo de ascoltar. ‘Mi senti?’ – perguntam, com frequência, procurando saber se os outros os ouvem, no momento de uma entrevista. Eu arrepio-me, de cada vez que o sinto. Porque para mim, portuguesa, sentir é algo muito pessoal, e lá está, associado às emoções. Considero ‘bello’ este modo de se usar o sentire, porque nenhuma palavra deveria ter tamanha conotação, que se traduzisse por barreiras na sua utilização. Podem não concordar comigo, trata-se apenas da minha opinião pessoal. Do que eu sinto.

Por terras italianas, já senti generosidade. Preocupação com o bem estar alheio. Com o meu bem estar. Senti o sorriso e a facilidade do abraço. Senti o perfume das ruas de Pinerolo, uma mescla de ‘pizza’ e ‘gelato’, que enebriaram o meu sentir.

Senti, com atenção, o que me estava a ser ensinado. Com bastante atenção, porque a língua italiana não é de todo fácil de aprender. Senti o espírito de equipa da RBE, que é ‘troppo grande’. Do que vejo, sinto que funcionam mais como uma grande família e muitas vezes esqueço-me que, efectivamente, estão a trabalhar.

Por aqui tenho aprendido a sentire mais e que o sentir pode (e deve) ser mais sentido, em todas as línguas. E em breve, espero sentire mais o italiano para que, futuramente, possa escrever nesta língua, todos os meus diversos sentimentos desta maravilhosa experiência.

A presto!

Sara

Sentire (italiano) vs Sentir (português) Parece pouca a diferença que os separa, aparentemente. Mas sentire é utilizado nas mais diversas vertentes do sentir. Ao contrario de nós, é utilizado com mais frequência e, consequentemente, mais sentido. Apesar de humanos e iguais, consigo já perceber algumas diferenças, diferenças essas que não são necessariamente más, apenas diferentes. Posso arriscar dizer que por aqui se sente mais. Se dá mais, na medida em que o sentire é mais partilhado. Sentir, em português, é um verbo utilizado com bastante moderação, porque acarreta um peso associado às emoções, que tantas vezes tememos usar (e sentir). Por aqui, principalmente porque estou integrada na Radio RBE, sentire é quase como sinónimo de ascoltar. ‘Mi senti?’ – perguntam, com frequência, procurando saber se os outros os ouvem, no momento de uma entrevista. Eu arrepio-me, de cada vez que o sinto. Porque para mim, portuguesa, sentir é algo muito pessoal, e lá está, associado às emoções. Considero ‘bello’ este modo de se usar o sentire, porque nenhuma palavra deveria ter tamanha conotação, que se traduzisse por barreiras na sua utilização. Podem não concordar comigo, trata-se apenas da minha opinião pessoal. Do que eu sinto. Por terras italianas, já senti generosidade. Preocupação com o bem estar alheio. Com o meu bem estar. Senti o sorriso e a facilidade do abraço. Senti o perfume das ruas de Pinerolo, uma mescla de ‘pizza’ e ‘gelato’, que enebriaram o meu sentir. Senti, com atenção, o que me estava a ser ensinado. Com bastante atenção, porque a língua italiana não é de todo fácil de aprender. Senti o espírito de equipa da RBE, que é ‘troppo grande’. Do que vejo, sinto que funcionam mais como uma grande família e muitas vezes esqueço-me que, efectivamente, estão a trabalhar. Por aqui tenho aprendido a sentire mais e que o sentir pode (e deve) ser mais sentido, em todas as línguas. E em breve, espero sentire mais o italiano para que, futuramente, possa escrever nesta língua, todos os meus diversos sentimentos desta maravilhosa experiência. A presto! Sara